sexta-feira, 30 de maio de 2008

Paul Van Eeden lembra índice TMS de Rothbard na CNBC



Paul van Eeden na CNBC sobre a subida do preço do petróleo. Por Luís Aguiar Santos.

É engraçado que os apresentadores raciocinem como se o Banco Central Europeu não tivesse também, nos últimos anos, aumentado drasticamente (embora não tão drasticamente quanto o Fed) a sua emissão monetária (ver aqui o gráfico da Bloomberg); o mesmo se pode dizer do Banco do Japão - e é isso que explica que o preço do petróleo também suba em euros e ienes (embora menos do que em dólares). Para terminar, é importante o que Van Eeden diz sobre a forma como se vêm calculando os índices de preços ao consumidor (que apresentam falhas óbvias que indiciam fraude premeditada, digo eu) e sobre o abandono pelos responsáveis do Fed do indicador M3, que registava o crescimento amplo da expansão monetária (e cujos valores Van Eeden lembra que coincidem com o índice TMS construído por Rothbard). O que está aqui em causa é a completa ignorância das pessoas que fazem a "opinião económica" sobre a importância do factor monetário na estrutura de preços do mercado (algo que, a determinada altura, leva Van Eeden a ter de dizer que não foi ele que inventou o que é um conhecimento básico em economia).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Primeiro sinal de pânico oficial

Discurso ontem de Richard W. Fisher [is president and CEO of the Federal Reserve Bank of Dallas.]:

"(...) Throughout history, many nations, when confronted by sizable debts they were unable or unwilling to repay, have seized upon an apparently painless solution to this dilemma: monetization. Just have the monetary authority run cash off the printing presses until the debt is repaid, the story goes, then promise to be responsible from that point on and hope your sins will be forgiven by God and Milton Friedman and everyone else.

We know from centuries of evidence in countless economies, from ancient Rome to today’s Zimbabwe, that running the printing press to pay off today’s bills leads to much worse problems later on. The inflation that results from the flood of money into the economy turns out to be far worse than the fiscal pain those countries hoped to avoid. Earlier I mentioned the Fed’s dual mandate to manage growth and inflation. In the long run, growth cannot be sustained if markets are undermined by inflation. Stable prices go hand in hand with achieving sustainable economic growth.

I have said many, many times that inflation is a sinister beast that, if uncaged, devours savings, erodes consumers’ purchasing power, decimates returns on capital, undermines the reliability of financial accounting, distracts the attention of corporate management, undercuts employment growth and real wages, and debases the currency.


Purging rampant inflation and a debased currency requires administering a harsh medicine. We have been there, and we know the cure that was wrought by the FOMC under Paul Volcker. Even the perception that the Fed is pursuing a cheap-money strategy to accommodate fiscal burdens, should it take root, is a paramount risk to the long-term welfare of the U.S. economy. The Federal Reserve will never let this happen. It is not an option. Ever. Period.

The way we resolve these liabilities—and resolve them we must—will affect our own well-being as well as the prospects of future generations and the global economy. Failing to face up to our responsibility will produce the mother of all financial storms. The warning signals have been flashing for years, but we find it easier to ignore them than to take action. Will we take the painful fiscal steps necessary to prevent the storm by reducing and eventually eliminating our fiscal imbalances? That depends on you. (...)

Of late, we have heard many complaints about the weakness of the dollar against the euro and other currencies. It was recently argued in the op-ed pages of the Financial Times [3] that one reason for the demise of the British pound was the need to liquidate England’s international reserves to pay off the costs of the Great Wars. In the end, the pound, it was essentially argued, was sunk by the kaiser’s army and Hitler’s bombs. Right now, we—you and I—are launching fiscal bombs against ourselves. You have it in your power as the electors of our fiscal authorities to prevent this destruction. Please do so. "

terça-feira, 27 de maio de 2008

Subida de preços

Via L&LP (Livre & Leal Português) de Luis Aguiar Santos:

Inflação: a grande ameaça disfarçada na origem

"As causas monetárias da geral subida de preços das mercadorias, matérias-primas, combustíveis e metais preciosos (para já não falar do imobiliário) só são evidentes para quem percebe a importância para a economia do tipo de oferta monetária pela qual se regula o sistema de preços. A responsabilidade dos bancos centrais na actual subida generalizada de preços já nem pode escapar a economistas mainstream, que até já reparam no mistério de os oficiais índices de preços ao consumidor não acusarem estas subidas e menos reflectirem o descontrolado aumento da massa monetária em circulação. Veja-se a da Zona Euro desde 2000 no quadro em baixo (M3), que regista uma taxa espantosa de +78% em oito anos, cerca de +9,75% por ano (...)"

terça-feira, 20 de maio de 2008

Sobre a subida de preços

“There is no situation so bad that government intervention cannot make it worse”

Adenda:

"House passes bill to sue OPEC over oil prices"

As falácias do Monetarismo II

"Why Is the Money Supply Important?

Because money is used in virtually all economic transactions, it has a powerful effect on economic activity. An increase in the supply of money puts more money in the hands of consumers, making them feel wealthier, thus stimulating increased spending. Business firms respond to increased sales by ordering more raw materials and increasing production. The spread of business activity increases the demand for labor and raises the demand for capital goods. In a buoyant economy, stock market prices rise and firms issue equity and debt. If the money supply continues to expand, prices begin to rise, especially if output growth reaches capacity limits. As the public begins to expect inflation, lenders insist on higher interest rates to offset an expected decline in purchasing power over the life of their loans.

Opposite effects occur when the supply of money falls, or when its rate of growth declines. Economic activity declines and either disinflation (reduced inflation) or deflation (falling prices) results."Money Supply by Anna J. Schwartz

Problemas:

Parece afirmar que o dinheiro aparece nas mãos dos consumidores não se sabe bem de onde, e que ao consumir mais isso estimula a economia, depois a bolsa sobre e ...

... se o crescimento passar o limite da capacidade (e só se ?!?) os preços começam a subir.

Diria que tudo isto é uma enorme confusão. Se o aumento do consumo estimula a economia porque não obrigar as pessoas a consumir mais e a poupar menos? E porquê deixar de fora a origem do "mais dinheiro nas mãos dos consumidores"?

E porquê "consumidores" e não "aforradores"? Afinal com um dado rendimento as pessoas consumem e poupam.

Porque não "os aforradores com mais dinheiro vão poupar/investir mais"? Bem, porque os monetaristas são keynesianos mal disfarçados e assim o mistico "multiplicador" continua presente.

Significativo que deixem no ar e de forma vaga que até certo ponto mais moeda é positivo desde que não faça a economia passar um dado limite de crescimento. Ninguém sabe qual é esse limite embora os economistas passem a vida a falar dele.

O monetarismo aqui prefere deixar de lado que o crescimento monetário em grande parte tem origem na concessão de crédito e faz isso de forma consistente como vamos ver a seguir (também tem origem na monetização da dívida pública, mas diria que é perfeitamente legítimo dizer que até aí existe concessão de crédito embora pelo Banco Central).

Os preços não sobem por causa do limite de capacidade ter sido ultrapassado mas porque existe mais moeda (e mesmo que não subam é porque na sua ausência podiam descer, o que seria prova de crescimento económico).

Mais grave é parecer ligar a desaceleração do crescimento monetário com desaceleração económica.

E mais grave ainda é ligar recessão com descida de preços.

Na verdade, se a quantidade de moeda fôr fixa, todo o crescimento económico se vai revelar em descida de preços. É uma pena que a ciência económica não comece por ser pensada em primeiro lugar como um paradigma de quantidade de moeda fixa. Quase todas as falácias presentes no keynesianismo-monetarismo revelam-se por si próprias.

A confusão entre causa e consequências e entre várias consequências com origem em diferentes causas é a pedra de toque do monetarismo. Logo volto com mais.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mises e a WWI

(via LvMIblog) Guido Hulsmann received the following:

"I must congratulate you on the fine writings and historical revelations in your book on
Mises-Last Knight of Liberalism.

My grandfather had fought under his command in the Austro-Hungarian army in WWI. The losing side has relatively few historical texts written in English. So yours is very eloquent and provides a basis for me to retrace not only the battles but the circumstances under which my grand father fought those battles."

PS: Pouco comentado também é que Hayek também cumpriu o serviço militar durante a guerra. Creio que o pouco que se sabe se deve à barragem do políticamente correcto que se abateu sobre o lado que perdeu (aquele que foi sujeito a um atentado terrorista, cujos instigadores acabaram ajudados pelos aliados).

sábado, 17 de maio de 2008

21 de Maio - 17h30 - Lisboa: Universidade Católica

Estado, Sociedade Civil e Administração Pública

Realiza-se no próximo dia 21 de Maio, em Lisboa, pelas 17:30, na sala 512 A da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, uma sessão de apresentação do livro Estado, Sociedade Civil e Administração Pública: Para um novo paradigma do serviço público.

Os keynote speakers serão António Carrapatoso e José Manuel Moreira, numa sessão moderada por João César das Neves que contará também com a participação de Carlos Jalali e do terceiro coordenador do livro.

Uma iniciativa do Center for Ethics, Business and Economics (CEBE) da Universidade Católica Portuguesa.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Uma lição sobre moeda e crédito

Taxa Única de Impostos: IRS, IRC e IVA

Vantagens:

- Simplificação fiscal
- Democratização da decisão sobre política fiscal (será muito fácil analisar e decidir sobre diferentes propostas eleitorais/orçamentais para uma taxa única a ser aplicada aos 3 impostos).

Proposta de partida: taxa de 20% para o IRS/IRC/IVA.

Lembrar que 20% é já a taxa em sede de IRS aplicada a diversos veículos de poupança (Dívida Pública, juros de depósitos). Uma taxa de 20% em IRS/IRC tornaria mais neutras diversas fontes de rendimento.

A experiência de outros países:

"Slovakia started with a horribly complicated code—replete with five tax brackets ranging from 10 percent to 38 percent, 90 different exemptions, an additional 27 items that carried their own particular tax rates, etc.

In october 2003, the confusion was reined in through the setting of a single rate of 19 percent for the corporate income tax, personal income tax, and value-added tax.

In the first year after the reform, tax collections increased by 36 percent. International automakers signed agreements to relocate manufacturing plants to the country, causing the New York Times to dub Slovakia the “Detroit of Europe.” A ler em: PRI Flat Tax Study Released, Robert Murphy

terça-feira, 13 de maio de 2008

Anna J. Schwartz, com a verdade te enganas I

Encontrei este pequeno texto via http://www.econlib.org/library/Enc/MoneySupply.html

"Money Supply", by Anna J. Schwartz, e vou dedicar-me a fazer a sua crítica passo a passo.

"The abandonment of convertibility of money into a commodity since August 15, 1971, when President Nixon discontinued converting U.S. dollars into gold at $35 per ounce, has made the U.S. and other countries' monies into fiat money—money that national monetary authorities have the power to issue without legal constraints. "

A primeira objecção vai para o uso da palavra "discontinued". Bonita expressão para representar a incapacidade de um Estado em honrar as suas dívidas.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

“The Revolution: A Manifesto”, is number one on the New York Times Best Sellers

(PressMediaWire)

ARLINGTON, VIRGINIA – Republican Presidential candidate Ron Paul’s newest book, “The Revolution: A Manifesto”, is number one on the New York Times Best Sellers list for May 18th, 2008. The ranking is yet another of the many successes Dr. Paul has had during his presidential candidacy spreading his message of personal freedom and constitutional government.


Upon its official release on April 30th, “The Revolution: A Manifesto” was the number one bestseller on Amazon.com and remains the number one bestseller in political books.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

The Revolution

CNN story: "RON PAUL'S BOOK HITS #1 ON AMAZON..."
E: "The Revolution, is number one on Amazon and will debut on the New York Times bestseller list at number seven"

Liberalismo clássico e direito natural

Direito natural. Por Rui Albuquerque.

Liberalismo, de sabor diferente. Por João Luís Pinto.

Do sacrifício das virgens. Por Rui Albuquerque.

Vou ali comer o meu vizinho e volto já para continuarmos a discutir hayek. Por Rui Albuquerque.

Misturas explosivas. Por João Luís Pinto.

Jusnaturalismo liberal: o que dizem os clássicos. Por Rui Albuquerque.