terça-feira, 10 de agosto de 2004

Equações

O Crítico parece mesmo acreditar que as equações representando agregados abstractos da macro-economia tem a validade de verdades matemáticas. Um coisa é igual a outra, fazem-se operações matemáticas de transformação e aí está outra verdade científica.

A Escola Austríaca que começa com Carl Menger no século 19 no Império Austro-Hungaro e que depois deu Hayeck, Mises e muitos outros, refuta a validade das estatísticas que medem grandezas que depois são manipuladas matemáticamente em fórmulas sem aderência concreta a qualquer realidade mensurável. Isso e as conclusões estatísticas que apenas medem uma realidade estática.

Mas por outro lado, dedutivamente e usando raciocínios que partem de axiomas simples como o homem age, para agir precisa de escolher meios escassos, para usar meios escassos com dono tem de negociar um bem em troca, a moeda é apenas um meio espontâneamente e livremente escolhido como meio de troca, etc, podemos concluir sem fórmulas que:

1) Qualquer quantidade monetária é a correcta, podendo até ser totalmente fixa, que a economia funcionava na mesma, e na realidade, seria até muito melhor que uma quantidade flutuante determinada pela procura de crédito ou pela necessidade de financiar déficits.

2) Os déficits são financiados também pela criação monetária, ou seja, pela capacidade dada pela nacionalização do dinheiro (resultante da extorsão do ouro detido pelos particulares e obrigando estes a aceitar os pedaços de papel a que passaram a chamar moeda) ao Estado de pedir ao Banco Central (directa ou indirectamente) para imprimir notas que o público é compulsóriamente obrigado a usar para absorver parte da sua dívida pública. Que conclusão é que se pode tirar desta capacidade? Nenhuma a não ser a da força das coisas impostas compulsivamente.

3) Num sistema monetário livre, os Estados têm dificuldades em sustentar déficits. Por causa dessas dificuldades é que nacionalizaram o ouro.

4) Moeda é um meio de troca. Capital é tudo o que está construído e tem a capacidade de proporcionar bens e serviços valorizados como úteis pelos consumidores. Ou seja, é altamente subjectivo o que é capital para um ou para outro. Portanto, é um pouco excessivo pretender medir "capital" e ainda por cima usar essas medidas para tirar grandes conclusões.

Não me peça equações. Não são necessárias.

5) Uma resposta a "Como é que o liberalismo me pode dar amanhã um mundo menos poluído e mais saudável para todos os habitantes da terra?": Direitos de propriedade, e isso inclui privatizar a favor das comunidades locais, como partes comuns de um condomínio. Todos os problemas de poluição são conflitos de direitos de propriedade, mas que o Estado não reconhece como tal, impondo a sua resolução (ou seja, a não resolução porque não funciona) "políticamente".

Fica a referência a:

"Law, Property Rights, and Air Pollution" , Cato Journal, Spring 1982, pp. 55-99; and Walter Block, ed., Economics and the Environment, Vancouver, Canada: Fraser Institute, 1990. See also in The Logic of Action Two, pp.121-170.,

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